quarta-feira, 13 de maio de 2009

Compassos ritmados


Chegaste na aura dos espantos,
Com castiçais prendados
Ocupaste as esquinas dos recantos
E fundiste a sombra dos renegados
Na pedra esculpida, sobre os prantos
Daqueles que se dizem amados.

Saudaste a nudez passiva
De um beijo eloquente
Como se a firmação evasiva
Fosse uma loucura corrente
Neve fria e corrosiva
Que se apodera da semente.

Quiseste o poder da dimensão
Sobre os infernos mal parados
Daquela cama de sedução
Que foi amparo dos corpos suados
Em dias de sublimação
E de compassos ritmados.

1 comentário:

Gonçalo Marques disse...

Olá.
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Parabéns.
Gonçalo