Hoje fintei o desejo
Do conhecimento
Com alma, ensejo
E atrevimento.
Hoje amei o sabor do teu beijo
A súplica emanada do discernimento
Da tua mente que invejo
Momento após momento.
Hoje li os versos do teu lampejo
Desgarrados, sem alento
E com a frieza do sobejo
Prometi ser intento.
Prometi aos céus um gracejo
Firmeza do lamento
Que pinta o azulejo
Deste grande monumento.
Prometi não ser poejo
Desta história do fundamento
Que começou no festejo
De rimar ao sabor do vento.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Conflituando
- Hoje, se me repreendes, é porque não sabes a verdadeira forma da convicção daquele apelo gritado. Sou eu que sorvo as apáticas realidades daqueles mundos ignóbeis e tão desfeitos de pudor e não me dou por cansada.
Mas tal frontalidade de pensamento em alta voz não demove aquele guerreiro trespassado pela ilusão de ser o verdadeiro domador de expressões assertivas. É ele que se diz contador de estrelas virtuosas por entre as noites calmas e despidas de luz, por isso pode dar-se ao luxo de enveredar pela cómica desfeita de ignorar uma voz amiga em transe filosófico.
- Deixa-te de poéticas afirmações, porque não me contento com a passividade. Vou sem medo à luta trilhar caminhos vitoriosos. Não tenho medo de nada e nada de mim tem medo, nem por um segundo. Sou matéria fiel à prestação de supressões e tu não me segues cegamente, porque não crês na minha capacidade de vencer. Não acreditas que posso fintar as amarras da sina escrita?
- Sinceramente, o que creio vai muito para além desse pensar narcisista e hipócrita de alguém que transformou seu ego em supremacia absoluta…
Mas tal frontalidade de pensamento em alta voz não demove aquele guerreiro trespassado pela ilusão de ser o verdadeiro domador de expressões assertivas. É ele que se diz contador de estrelas virtuosas por entre as noites calmas e despidas de luz, por isso pode dar-se ao luxo de enveredar pela cómica desfeita de ignorar uma voz amiga em transe filosófico.
- Deixa-te de poéticas afirmações, porque não me contento com a passividade. Vou sem medo à luta trilhar caminhos vitoriosos. Não tenho medo de nada e nada de mim tem medo, nem por um segundo. Sou matéria fiel à prestação de supressões e tu não me segues cegamente, porque não crês na minha capacidade de vencer. Não acreditas que posso fintar as amarras da sina escrita?
- Sinceramente, o que creio vai muito para além desse pensar narcisista e hipócrita de alguém que transformou seu ego em supremacia absoluta…
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Amarras da libertação
Já me perdi na dimensão
De um longo caminho deserto
E deixei-me ficar na sensação
Daquilo que achei incerto
Nas amarras da libertação...
De um longo caminho deserto
E deixei-me ficar na sensação
Daquilo que achei incerto
Nas amarras da libertação...
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Inspiração...
Não me deixes na ruína deste riso
Não me deixes na largura da rua terminada
Não me deixes descrente fiel de juízo
Não me deixes a alma desabitada.
Não me deixes na largura da rua terminada
Não me deixes descrente fiel de juízo
Não me deixes a alma desabitada.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Divagação
Começo por divagar. A razão não é aparente, apenas sei que me apetece destilar sobre a folha de papel lisa toda a inspiração recalcada. Concordância dos deuses, não sei se a tenho, apenas limito-me a verter sobre as alíneas da canseira todo o verso atravessado na minha mente inquieta. Submeto-me à reacção dos golpes aflitos daquele mornar de conceitos e despi-os um a um com uma caneta de purpurina por acalentar. Sei-os loucos no seu amainar de significâncias, mas gosto da sua maneira subtil de contemplar as formas invisíveis daquele jogo da escrita. Sei-os desejosos de mostrarem o seu requinte, mas faço-os esperar na ansiedade de uma lógica quase imperceptível.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Ondas de mistérios
Na solidão que faz apaziguar
Um raio de luz por acender
Entra uma réstia do verbo amar
Carta irreal por escrever
Incógnito surto de criar.
E penso…
Penso na forma de descomplexar
Os compassos ritmados desta sinfonia
Que sozinhos vivem para tocar
As notas idas da minha rebeldia.
Penso na visão estrita
Daquele complemento rigoroso
Que tantas vezes me norteia a escrita
Fingindo-se verso ardiloso.
E de tanto pensar
Acabo na prisão dos critérios
Aquela que se faz ao mar
Por entre ondas de mistérios.
Um raio de luz por acender
Entra uma réstia do verbo amar
Carta irreal por escrever
Incógnito surto de criar.
E penso…
Penso na forma de descomplexar
Os compassos ritmados desta sinfonia
Que sozinhos vivem para tocar
As notas idas da minha rebeldia.
Penso na visão estrita
Daquele complemento rigoroso
Que tantas vezes me norteia a escrita
Fingindo-se verso ardiloso.
E de tanto pensar
Acabo na prisão dos critérios
Aquela que se faz ao mar
Por entre ondas de mistérios.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Lógica não pensante
Foge-me a fúria da escrita por entre a evasão desleal destas palavras. Foge-me como um susto fintando o medo numa noite escura de tempestade.
Confesso, não desdenho a consequência lógia deste delírio fugitivo, mas preocupa-me ficar estéril, sem fundamentos por escrever. Tenho de me libertar, assumir o seguimento da complexidade, desconectar o querer imperativo das conclusões mal formuladas. E quando for pretérito presente da liberdade de expressar, criarei um domínio de lógica não pensante...
Confesso, não desdenho a consequência lógia deste delírio fugitivo, mas preocupa-me ficar estéril, sem fundamentos por escrever. Tenho de me libertar, assumir o seguimento da complexidade, desconectar o querer imperativo das conclusões mal formuladas. E quando for pretérito presente da liberdade de expressar, criarei um domínio de lógica não pensante...
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