Deixa-te envolver por esta poética dimensional... Podes adquirir o livro entrando em contacto comigo (nataliabonito@hotmail.com) ou nos seguintes postos de venda: Planeta Azul, Esperança, Julber, Irmãs Paulinas, Editora O Liberal.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
sábado, 25 de junho de 2011
Enviesamento
Querer-te na submissão submissa de um regaço
Desejar-te na rebelião passiva de um abraço
Enviesar-me na distância de um tempo comprido
Promessa regular de um suspiro gemido.
Parca de ideias, deixo-me elevar
Na sentinela reforçada do momento
Em que o poema se faz rimar
E em versos absortos ergue-se o esqueleto.
Deixo-me cobiçar pela prontidão da lividez
Incolor rosto de escrita irregular
Corpo poético deixado na rigidez
De uma estética quase peculiar.
Natália Bonito
Desejar-te na rebelião passiva de um abraço
Enviesar-me na distância de um tempo comprido
Promessa regular de um suspiro gemido.
Parca de ideias, deixo-me elevar
Na sentinela reforçada do momento
Em que o poema se faz rimar
E em versos absortos ergue-se o esqueleto.
Deixo-me cobiçar pela prontidão da lividez
Incolor rosto de escrita irregular
Corpo poético deixado na rigidez
De uma estética quase peculiar.
Natália Bonito
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Homenagem à professora e escritora Gizela Dias da Silva
Hoje, pelas 18 horas, no Museu Casa da Luz, foi homenageada a professora e escritora Gizela Dias da Silva. Um momento único e bastante emotivo, que contou com a presença de muitos amigos, familiares e admiradores desta Grande Senhora. Este evento teve como principal mentora a escritora e amiga Isabel Fagundes.
Deixo-vos aqui um pouco da poesia de Gizela Dias da Silva...
O Sol vai alto no firmamento
Rompendo as clareiras do espaço.
Pouco a pouco, meu pensamento
Clareia aquilo que faço.
É hora de actividade.
Tudo anda num reboliço,
Pessoas e animais.
Até a própria Natureza,
Sem nos darmos conta disso,
Mostra sua subtileza
Em tudo aquilo que faz,
Com grande facilidade.
Avança a nuvem ligeira,
Desce o Sol no horizonte,
Desfalece a Terra inteira,
Faz-se silêncio no monte.
E as negras sombras da noite
Chegam e estendem os lençóis.
As flores e as folhinhas,
Caídas lá da ramagem,
Choram com frio, sozinhas,
Mas, ao sabor da aragem,
Dormitam bem sossegadas,
Pelas sombras abafadas.
E nós com o dever cumprido
Nos recolhemos ao lar.
Com um ar comprometido,
A noite olha para nós,
Para nos aconchegar,
Porque ela marca o fim
Das horas que o dia tem.
Tudo tem que ser assim,
Neste mundo de vaivém.
O dia é claridade;
A noite, escuridão;
A vida, vivacidade;
A morte, queda no chão.
Gizela Dias da Silva
Deixo-vos aqui um pouco da poesia de Gizela Dias da Silva...
O Sol vai alto no firmamento
Rompendo as clareiras do espaço.
Pouco a pouco, meu pensamento
Clareia aquilo que faço.
É hora de actividade.
Tudo anda num reboliço,
Pessoas e animais.
Até a própria Natureza,
Sem nos darmos conta disso,
Mostra sua subtileza
Em tudo aquilo que faz,
Com grande facilidade.
Avança a nuvem ligeira,
Desce o Sol no horizonte,
Desfalece a Terra inteira,
Faz-se silêncio no monte.
E as negras sombras da noite
Chegam e estendem os lençóis.
As flores e as folhinhas,
Caídas lá da ramagem,
Choram com frio, sozinhas,
Mas, ao sabor da aragem,
Dormitam bem sossegadas,
Pelas sombras abafadas.
E nós com o dever cumprido
Nos recolhemos ao lar.
Com um ar comprometido,
A noite olha para nós,
Para nos aconchegar,
Porque ela marca o fim
Das horas que o dia tem.
Tudo tem que ser assim,
Neste mundo de vaivém.
O dia é claridade;
A noite, escuridão;
A vida, vivacidade;
A morte, queda no chão.
Gizela Dias da Silva
terça-feira, 21 de junho de 2011
Relógio exasperado
Não me importo com as saudações
Que me irão saudar,
Pois sabendo que me vêm em privações
Sofro sem chorar
Um pranto seco de emoções
Tormento infiel do verbo rezar.
Não me importo que as tormentas
Reajam em debandada
Cultivo a lembrança das pressas lentas
Um instinto que me guarda
Na invernia das razões desatentas
Que se dão à desgarrada.
Por isso, canto a parca valentia
Dum dissabor evocado:
Sou eu alma e rebeldia,
Refúgio de um tempo calado
Fintando a supremacia
Do relógio exasperado.
Que me irão saudar,
Pois sabendo que me vêm em privações
Sofro sem chorar
Um pranto seco de emoções
Tormento infiel do verbo rezar.
Não me importo que as tormentas
Reajam em debandada
Cultivo a lembrança das pressas lentas
Um instinto que me guarda
Na invernia das razões desatentas
Que se dão à desgarrada.
Por isso, canto a parca valentia
Dum dissabor evocado:
Sou eu alma e rebeldia,
Refúgio de um tempo calado
Fintando a supremacia
Do relógio exasperado.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Adquira o livro "Qu4tro Dimensões"

Caros(as) amigos(as),
Podem adquirir o livro "Qu4tro Dimensões" entrando em contacto comigo ou nos seguintes locais:
- Planeta Azul;
- Esperança;
- Julber;
- Irmãs Paulinas;
- Editora O Liberal.
Não deixem de comprar... Ofereçam dimensões aos vossos amigos... Ajude-me a partilhar a magia dimensional dos meus versos...
Cumprimentos poéticos,
Natália Bonito
terça-feira, 12 de abril de 2011
Lançamento do livro QU4TRO DIMENSÕES


Caro(a) amigo (a),
Convido-o(a) para o lançamento do meu recente livro de poesia intitulado 'Quatro Dimensões', no dia 28 de Abril, pelas 18h30m, no Museu Casa da Luz. A apresentação do trabalho estará a cargo da escritora Cíntia Palmeira.
Traga a família e amigos e deixe-se seduzir pela simbiótica poética das dimensões poética, espiritual, estética e animal. Deixe-se elevar pela molécula de um átomo feito verso e iluminar-se pelo farol incandescente dos mundanos viajantes que se fazem ao mar em atropelos regados de poder estrófico.
Prometo um final de tarde muito poético!
Peço que reencaminhe esta mensagem a todos os que gostam de ler e ouvir poesia.
Cumprimentos poéticos,
Natália Bonito
quarta-feira, 16 de março de 2011
Não sei quantas almas tenho - Fernando Pessoa
Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem achei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem,
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: "fui eu?"
Deus sabe, porque o escreveu.
Fernando Pessoa
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem achei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem,
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: "fui eu?"
Deus sabe, porque o escreveu.
Fernando Pessoa
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